Escrito em 28/04/1998, tinha onze anos de orelhudisses, daquelas épocas que somos prodígios (no bom sentido, não aqueles que vão sapatear na tv). Fiz os devidos ajustes gramaticais (afinal, enjoar é com “e” e não “i”)
Se eu fosse um pacotinho de drops, queria que minha história fosse esta.
Seria uma árvore de Ipê, assassinato para virar papel da bala Halls de menta. Mas todo lado de morte tem coisa boa: eu iria ficar o tempo todo chupando bala.
Isso iria enjoar e eu correria o risco de ter cárie e de não ser comprado. Seria mau, ruim, péssimo.
Será que eu seria comprado? Este lado também seria ruim. Iriam me rasgar até o final do meu corpo e se eu fosse jogado no lixo, o caminhão iria me esmagar e depois me reciclar. Eu poderia me dar bem depois da reciclagem, até por este lado poderia me dar bem.
Mas e se eu fosse jogado no chão? O Sol, a Lua, carros, cigarros, fogos e pessoas podiam me atingir facilmente.
Depois disso iria para algum lugar onde os papéis de drops vão e aí provavelmente iria morrer sem aproveitar a vida.
É, a vida de um pacotinho de drops seria muito ruim.








































